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Diário de Um Manco

Atualizado: 21 de mar. de 2021

Há algum tempo torci o tornozelo correndo na praia, desde então, ando cambaio, um passo de cada vez. Entretanto, devido ao tal isolamento, saio de casa muito pouco e somente para os compromissos inadiáveis, como o trabalho por exemplo. Dois dias na semana, segundas e sextas.

Nestes dias, o trajeto de casa até a escola que normalmente eu cobria em meia hora, faço em cinquenta minutos. Não passo da velocidade limite, quarenta por hora nas ruas internas e cinquenta nas avenidas, oitenta na estrada e paro nos sinais amarelos.

Dirigindo nessa baixa velocidade, relaxo, aproveito um pouco o trajeto e rompo meu isolamento. No curto trecho de estrada, me liberto ainda mais, baixo todos os vidros laterais, tiro a máscara e deixo o vento refrescante soprar sobre minha face.

Desta forma, o ir e vir das segundas e sextas são os momentos mais prazerosos que vivencio atualmente.

Entretanto, por outras necessidades, como ir ao caixa eletrônico do banco, ou fazer compras, me aventuro em caminhadas. Bom, caminhada é força de expressão, vou me arrastando mesmo, um passo de cada vez com o corpo balangando de lá pra cá.

E nessas caminhadas, percebi coisas importantes, como o desafio de atravessar a avenida. Nunca imaginei que esse simples ato fosse uma aventura tão emocionante.

E vou dizer, pior ainda quando têm os semáforos de pedestre, pois eles são infernais, deixam pra ficar vermelho justamente no meio do trajeto, ou seja, quando a duras penas você atingiu a metade da travessia e está bem à frente das feras furibundas bufando seus motores dispostas a passar por cima de qualquer infeliz sem dó nem piedade.

Mas, tirando esse lado divertido e emocionante da caminhada, tem o lado triste que é ver a quantidade grande de pessoas como eu, se arrastando pelas calçadas cambaias, um balé macabro.

Por essa melancólica observação, posso concluir que, somos um povo doente, nos arrastamos cambaios por essas ruas e avenidas muitas vezes sem nem saber para onde estamos indo. Hoje vivemos mais tempo, mas vivemos muito mal e isso não tem nada a ver com esse vírus, com o coronavírus.

 
 
 

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